quarta-feira, 12 de junho de 2013

Estudantes Repórteres conhecem funcionamento da parte gráfica do jornal

     Olhares atentos e curiosos para cada detalhe da parte gráfica do jornal foi assim à tarde dos estudantes repórteres. No primeiro encontro tiveram a oportunidade de ouvir jornalistas e visitar a redação. Desta vez, conheceram a diagramação, pré-impressão e impressão do jornal. 

     Eles participam do Concurso Maratona do Conhecimento – Estudante Repórter, promovido pelo Instituto José Paschoal Baggio, por meio do programa Lendo e Relendo. Já estão produzindo notícias que são veiculadas no CL, no Portal CLmais, no Blog e Facebook do programa.

     “Nossa que legal, não imaginava que fosse assim” disse a estudante Evelin da EMEB Nossa Senhora da Penha ao ver as páginas do jornal sendo pré-impressas nas chapas de alumínio. A Assistente Pedagógica do Programa, Barbara Zanoni, destaca que “depois que eles conhecem todo o processo de produção percebemos que há uma maior valorização e cuidado com o jornal”.

     No encontro cada um recebeu também uma camiseta com a identificação do concurso.

O Concurso tem como objetivo estimular o pensamento crítico dos estudantes, na busca de situações de seu cotidiano por meio da construção de matérias jornalísticas.

Confira as fotos:






O GUARDADOR DA HISTÓRIA SERRANA

Matéria no Blog produzida pelo estudante Thiago Araújo Soares dos Santos da EBM Marechal Rondon sob orientação do professor Maycon Israel Velho.     

Danilo Thiago de Castro (1919-2006), o fundador do museu “Thiago de Castro”  desde cedo  demonstrou interesse em guardar “coisaradas”, aos 17 anos de idade seu passatempo era juntar objetos pessoais, ninhos de passarinhos, pedras, animais conservados em formol dentre outros.” Inicialmente ele batia de porta em porta, em busca de “velharia”, quando encontrava algo que interessava, oferecia-se para guardar e foi assim, que mais tarde, ficou conhecido pelo seu hobby e muitas pessoas o procuravam oferecendo-lhes relíquias para que guardasse,  aos poucos, foi ampliando seu acervo e o  que no inicio era só uma brincadeira, com o passar do tempo, virou uma pequena coleção de fotos e objetos, guardados em sua própria residência, chegando ao que é hoje, um museu que conta com um acervo que é referência em Santa Catarina” relata um dos funcionários do museu.

     Os relatos dos funcionários deste museu fazem saber como aconteceu essa trajetória que veio a público no ano de 1960 quando Danilo foi convidado a expor seus “guardados” como parte das comemorações  da elevação de Lages a categoria de cidade. O fato aconteceu no clube 14 de junho com presença de autoridades, a sua coleção fez tanto sucesso que chegou num total de 4.224 visitantes em apenas uma semana. Mas tudo isso era só o começo, pois em Junho do mesmo ano, sua coleção particular passou a ser considerada, por lei municipal,  utilidade pública.

     O museu foi inicialmente instalado em um sobrado do pai de Danilo. No ano 1981 porém, acaba fechando as portas, assim permanecendo até 1984, devido a dificuldades em sua manutenção. Em 1993 o museu fecha as portas novamente até que em dezembro de 1996 reabre, e um espaço adequado para colocar o acervo, o antigo Fórum Nereu Ramos que logo após ter passado por reformas, e adaptações tornou-se a sede oficial do museu, onde permanece até hoje.

     É inegável a contribuição e a importância deste espaço cultural, não só para a cidade de Lages, pois o Museu Thiago de Castro, há mais de  60 anos é guardião da história da região serrana oferecendo ao seus visitantes a oportunidade de conhecer ou relembrar fatos, objetos, histórias, fotos, enfim o registro da formação cultural do seu povo. Chama atenção o acervo documental, no qual é possível encontrar registros de fatos e datas importantes da história de região, como por exemplo, o primeiro exemplar do jornal Correio Lageano.


     O Museu está aberto a visitação de terça  à sexta-feira das 8:30 as 12:00 e das 13:30 as 17:30 horas e também no último sábado de cada mês das 09:00 as 12:00 horas.  Atendimento a pesquisa a agendamento de visitas pedagógicas podem ser feitas pelo  e-mail: mhtc_lages@yahoo.com.br ou pelo celular: (49) 9924-1773 c/ Carla.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Sesc seleciona estudantes para Ensino Médio no Rio de Janeiro

São oito vagas para Santa Catarina; pré-inscrições vão até 14/06


O Serviço Social do Comércio (Sesc) abriu as inscrições para o processo seletivo da Escola Sesc de Ensino Médio – ESEM, que fica no Rio de Janeiro. São oito vagas para Santa Catarina e os alunos que ingressarem vão iniciar os estudos a partir do ano que vem, com bolsa integral para os três anos do Ensino Médio. Os interessados deverão preencher ficha de pré-inscrição pelo site queroestudarnaescolasesc.com.br/ até dia 14 de junho.

O processo admissional inclui prova objetiva, prova de redação e entrevista, conforme o edital disponível em escolasesc.com.br. Podem concorrer às vagas estudantes que concluam o ensino fundamental neste ano, nascidos entre 1º de janeiro de 1998 e 31 de dezembro de 2000. A ESEM é uma escola residência destinada a jovens de ambos os sexos, que residem em uma comunidade escolar voltada para o desenvolvimento do conhecimento de excelência. A bolsa integral cobre as despesas com instrução, material didático-pedagógico e hospedagem com alimentação. No total, serão 159 vagas distribuídas para todo o território nacional.
SERVIÇO:
O quê: Seleção para Ensino Médio Sesc no Rio de Janeiro
Quando: até 14 de junho (18h)


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Animais de Estimação - Responsabilidades e Deveres

Já se sabe o quanto é prazeroso ter um animal de companhia, mas além de nos encherem de alegria eles nos trazem também responsabilidades.

Ao optar em ter um novo “membro” na família faz-se necessário ter conhecimento de alguns cuidados e deveres a serem tomados com o mesmo.

O primeiro passo é obter informações sobre as características e necessidades da espécie/raça pretendida. A escolha deverá estar de acordo com o seu temperamento e estilo de vida, assim como, com o tamanho do local onde o animalzinho ficará alojado (o espaço deverá ser compatível ao seu porte e necessidades de exercício). É importante também certificar-se que as outras pessoas que irão conviver diariamente com o animal estão de acordo e dispostas a participar ativamente nos cuidados com ele.

Se a escolha for mesmo ter um animal de companhia os seguintes cuidados deverão ser tomados:

·         Alimentação: Forneça alimentos apropriados a espécie e raça. Adultos devem ser alimentados duas vezes ao dia e filhotes de quatro a seis vezes ao dia. Mantenha sempre água limpa e fresca a disposição.

·         Abrigo: o cão deve ter abrigo confortável, protegido do sol, chuva e vento. Os gatos preferem dormir em lugares altos.

·         Cuidados Médicos: os animaizinhos precisam ir ao médico veterinário para serem vermifugados e vacinados. O ideal é levar o seu amigo pelo menos uma vez ao ano para consultar, ou sempre que ele adoecer. Nunca administre medicamentos humanos, pois os cães e gatos são mais sensíveis a alguns remédios, podendo ate morrer.

·         Atividades Físicas: os animais necessitam de exercícios físicos diariamente. Durante o passeio sempre utilize coleira e guia. É segurança para o animal e para as pessoas. Se o animal for bravo utilize também a focinheira.

Castração: o animal castrado vive melhor, tem menos propensão a algumas doenças e fica mais dócil, além de contribuir para diminuição da superpopulação de animais no município.

·         Registro geral animal: consiste na aplicação de um microchip no dorso do animal. Sua aplicação é simples e garante a identificação do seu amigo, caso ele se perca, ou seja, roubado.

“Manter um animal implica muitos gastos. Certifique-se de que sua situação financeira permite comportar os custos que terá com o mesmo.”

Ser responsável é caminho mais correto e justo para a convivência com os animais de estimação!

Geanice Ledo
Médica Veterinária formada em 2008 pela Universidade do Estado de Santa Catarina.
Atua como veterinária e responsável técnica do Centro de Controle de Zoonoses desde 2009.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A Boa Escola Forma a Consciência Ecológica

Se pensarmos a ecologia como um tema transversal, todas as disciplinas poderão colaborar para esta formação no decorrer dos anos letivos. Não se trataria, portanto, de um trabalho da disciplina de ciências ou biologia, mas de todos, conforme os vários enfoques indicando o quão complexa é a questão. A pior maneira de lidar com este tema é querer transformá-lo em mais uma disciplina ou querer circunscrevê-la tão somente à biologia, como um capítulo a ser estudado em algum ano escolar.

Atividades que envolvem toda a comunidade educativa podem despertar interesse, movimentam os alunos e as famílias e despertam os mais acanhados para uma realidade. Coordenei na década de oitenta uma atividade com a colaboração de alguns professores, apelidado de “verde perto” por um dos mais interessados professores que lecionava geografia.

Organizamos uma competição entre todas as turmas de todas as séries do quinto ano do ensino básico até o terceiro ano do ensino médio. Objetivando envolver os alunos, professores e famílias o trabalho era iniciado com uma limpeza dentro das próprias casas, onde os filhos e pais recolhiam latas de bebidas, sacolas plásticas, garrafas de refrigerantes e outros líquidos e pets de todas as espécies e tamanhos. As latas podiam ser vendidas, os vidros entregues para reciclagem, dado que o vidro fabricado a partir de material reciclado acaba sendo reduzido em 50% de seu custo. O mesmo acontece com as sacolas de plástico. Dentro da escala de pontos conforme o planejamento apresentado somavam-se os resultados de cada série com o objetivo de reunirmos, ao final, um grupo correspondente à lotação de dois ônibus para uma excursão orientada ao Parque Nacional do Itatiaia.

Durante um mês este projeto envolveu toda a escola, a entrada dos alunos era um momento de descarregamento de muitos objetos dos carros dos pais que ajudavam a transportá-los. Todos estavam envolvidos, alguns professores aderiram ao projeto e solicitavam redações dos alunos, outros comentavam o que era possível nas aulas de química e biologia. Os professores de ciências e geografia faziam o mesmo. Uma professora de língua inglesa trabalhou textos nessa língua com a respectiva interpretação de texto tratando de algum assunto ecológico e sua repercussão na saúde das pessoas.

Como os temas transversais acabam desaguando em aspectos interdisciplinares e como convivíamos com uma inflação elevada, todas as arrecadações foram transformadas em divisa monetária, a moeda nacional trocada por dólares o que motivou entre os alunos um apelido para o projeto: em vez de “verde perto” para “verdinhas perto”.

Mas, nem tudo são flores. Tivemos de conviver com uma série de dissabores, sobretudo daquelas pessoas que não conseguem ver o conjunto de um trabalho e seus principais objetivos, preferindo que nada se faça para preservar, por exemplo, a beleza colonial do prédio da escola, como que maculado pelas pilhas de pets e os sacos de lata. Parece-me que alguns àquela época não viam a nobreza clássica nestas ações exatamente porque quebravam as configurações dos espaços vazios que não transmitiam ensinamentos a não ser de uma falsa nobreza distanciada da realidade da vida e do próprio ensino. Também conseguimos superar estes tipos de comportamento, seja trocando os locais do recolhimento dos materiais, embora o visual, mesmo assustador, tivesse um objetivo: chamar a atenção para a necessidade de se avaliar as questões que envolviam um cuidado ecológico maior.

Ao final, os vidros encaminhados para um asilo serviram para que aquela casa de atendimento a idosos pudesse trocá-los por máquinas de lavar roupa, compondo a lavandaria que fora construída por um clube de serviço. Tudo foi encaminhado, aproveitado e o envolvimento parecia educar pais e filhos, despertando entre os professores uma preocupação dentro das possibilidades de cada disciplina para alertar sobre o problema.

O projeto teve sua culminância com a excursão ao Parque nacional do Itatiaia com a presença de professores e alguns pais. Mas, para que serviria tudo isso, se nos reportarmos ao século XXI? Serviria para alertar a todos para o fato da humanidade estar consumindo mais do que a terra é capaz de produzir e para que se tome consciência dos estragos ambientais que elementos não biodegradáveis possam causar. O cuidado que, na prática, é o desenvolvimento de uma ética do cuidado passa a ser vivenciado com essas práticas. Não se trata, apenas, de entender os problemas teoricamente e, sim, senti-los a partir da própria casa. Afinal, ecologia vem da palavra grega “oikos” que significa, exatamente, casa.

O mais importante, numa escola é que este tipo de projeto vivenciado a cada dia faz ressurgir o sentido mais antigo de escola, nome de origem grega, “scolé” que nada tem de semelhante com as nossas escolas. “Scolé” na língua grega antiga significa lugar do sonho e, provavelmente, muita coisa não seja feita dentro das escolas pela perda desse sonho vivificador.


Professor Hamilton Werneck

Pedagogo, escritor e palestrante.

É doutorando, pós-graduado em educação, pedagogo e professor do ensino superior reconhecido pelo CFE. Autor de 26 livros publicados, alguns já traduzidos para o espanhol e inglês, e com 9 DVDs educativos, Hamilton Werneck já realizou mais de 1.950 conferências em todo o Brasil envolvendo colégios, secretarias de educação, sindicatos patronais e de classe e universidades. Pertenceu, como conselheiro, de conselhos municipais e do Conselho Estadual de Educação do Estado do Rio de Janeiro e atualmente é Membro da Academia de Letras de Nova Friburgo. Foi também Secretário de educação do município de Nova Friburgo - RJ, e escreve para sites educacionais, revistas e jornais especializados, como a revista Profissão Mestre, fazendo parte também de seu respectivo Conselho Editorial. Atualmente trabalha na Universidade Candido Mendes.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Dr. Frederico, uma vida dedicada à Medicina


Com mais de 30 anos dedicados à medicina lageana, Frederico Manoel Marques é um apaixonado por sua profissão e um dos mais prestigiados médicos da cidade.
Sua dedicação à medicina lageana teve início ainda na década de 1970, atendendo a um convite do General Souto Maior. Chefiou por anos o Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (INAMPS). Atendeu em ambulatórios e em diversas comunidades do interior quando municípios hoje emancipados como Otacílio Costa, Correia Pinto e Painel ainda pertenciam a Lages.
Dessa época, o médico relata que trabalhar no interior do município concedeu a ele uma experiência muito grande e permitiu conhecer como é a realidade de nosso povo, como pensa e como age. “O que mais me entusiasma é poder ajudar nossa comunidade. Eu tenho vocação por Lages. Muitas pessoas trabalham e vivem aqui porque se criaram, mas eu escolhi esta cidade”, declara.
Dentre as muitas atividades por ele exercidas, é diretor-geral do Hospital Infantil Seara do Bem e atua também no Hospital Geral e Maternidade Tereza Ramos. Mestre em Saúde Coletiva, atualmente coordena o curso de Medicina da Universidade do Planalto Catarinense.
Nascido em São Joaquim, o médico destaca seu amor pela cidade que o acolheu. “Sou joaquinense de nascimento, florianopolitano de criação e lageano de coração. Tenho uma consideração enorme por essa terra, por isso abdico de muitas coisas da minha área pessoal para poder me dedicar às causas da nossa cidade”, acrescenta entusiasmado.
Como médico pediatra atuando principalmente no cuidado de pacientes em estado grave, muitos foram os atendimentos que marcaram sua carreira. Testemunha desta dedicação do pediatra é a professora Rosângela Ribeiro. Ela conta que várias vezes levou sua filha, que possuía graves problemas de saúde na infância, para o atendimento do médico, inclusive na casa dele. “Entreguei a vida da minha filha várias vezes nas mãos do Dr. Frederico e ele nunca mediu esforços para salvá-la. Se hoje ela é uma adolescente saudável, devo isso a ele”, ressalta.

O segredo de sua carreira de sucesso, segundo ele, está em amar o que faz. ”Tudo é possível quando se tem amor, pois é ele que nos faz crescer enquanto pessoas. Tenho grande paixão pelo que eu faço e pelo ser humano. Quando se está diante de uma dificuldade é que se vê o tamanho do coração de uma pessoa. Quando a gente faz o bem quem se sente bem é a gente”, encerra emocionado.


Matéria produzida para o Concurso Maratona do Conhecimento - Publicação no Blog, pelo estudante Gabriel Rosa Padilha, 7º Ano, da EMEB Suzana Albino França sob orientação do professor  Carlos Eduardo Canani.

Tema Escolhido: Personalidades Lageanas